Um Blog sobre Comunicação Digital

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Mito Urbano

Em alturas de incerteza económica (a dita crise), as organizações tendem a reduzir de forma drástica os seus custos.

Há quem diga que não devem reduzir, devem racionalizar, o que é uma forma mais simpática de dizer que há dinheiro mal gasto nas organizações, o que deve ser imediatamente corrigido, e dinheiro bem gasto, gerando retorno e valor acrescentado.

Mais ainda, estamos a assistir uma fase de transição, com as organizações a quererem descobrir, explorar, experimentar os novos meios digitais.

Ora, pegando numa simples equação, passo a expor-vos o mito urbano.

Crise + Digital = Poupar Dinheiro

Hmmmm.

Aqui entramos em terrenos muito perigosos. 

Ao invés do que muitos pensam, a comunicação digital (ou a componente digital da comunicação) é mais dispendiosa do que a comunicação tradicional. E por base em três variáveis muito distintas:

- É um meio novo. Logo, obriga a um maior investimento na aquisição e transferência de conhecimentos.

- É um meio muito grande. Para quem ainda não tenha reparado, mas ao invés dos poucos milhares de órgãos de comunicação social em Portugal, na Internet encontramos milhões de potenciais stakeholders (digam adeus à comunicação para as massas), espalhados por centenas de micro-cosmos (blogs, twitters, youtubes, facebooks, etc…).

- É um meio «always on». É pior que a televisão, porque que de facto está «vivo» 24 horas por dia, evoluindo ao longo dos fusos horários.

Em função destas três variáveis, nota-se claramente que o investimento humano (horas) terá sempre de ser elevado para se atingirem resultados.

O estar ou não estar na Internet não é suficiente. Há que avaliar e dimensionar a forma como se está presente. A forma como se pretende comunicar e criar valor nestes novos meios.

Maio 27, 2009   No Comments

And we’re back …

Depois de um interregno excessivamente prolongado causado pelo Inverno (sim, também nós hibernamos), eis que estamos de regresso ao activo (entenda-se, na blogosfera).

Embora hibernando na escrita do (It’s) Not About You, temos estado atentos e presentes noutros meios.

Ah, o Twitter…

Parece que o Twitter ganhou expressão durante a nossa ausência (terá sido por essa mesma razão ?). Depois da introdução de Sua Exa., o Presidente da República, houve uma migração das massas blogosféricas (e não só) para este meio. 

Também o Facebook viu a sua população nacional aumentar, com cada vez mais conteúdos (grupos e páginas) a serem produzidas na nossa língua mãe.

De resto, o grande tema do momento (mas não aquele que nos despertou) são as eleições que se avizinham.

De repente, e aparentemente, a política tomou conta dos media sociais. Eles são partidos de esquerda, eles são partidos de direita. Todos eles especialistas na política 2.0, aquela que surgiu com Obama e o seu «We Can Change».

Sobre isto falaremos mais tarde, até porque é importante acompanhar esta nova tendência. Não pelo impacto que irá ter nas eleições, mas exactamente pelo oposto (já alguém ouviu falar na abstenção digital ?).

Fica a pergunta que um qualquer curioso terá a coragem de colocar…

O que nos fez despertar da hibernação ?

A curiosidade, diria eu.

A curiosidade em observar a mudança que está em curso, seja no nosso sector de actividade (consultoria em comunicação), seja nos meios sociais como um todo.

Mas a curiosidade só se estimula com a participação, e por isso cá estamos. De regresso.

Maio 25, 2009   1 Comment

O outro lado do Digital

A minha ausência neste blog nas últimas semanas tem uma razão de ser.

O Digital que tanto apregoamos, não é apenas uma mera prática de comunicação que colocamos ao serviço dos nossos clientes. É também ela uma nova forma de pensarmos a Comunicação e de desenvolvermos e implementarmos as ferramentas que nos permitem potenciar o nosso negócio e elevarmos a qualidade e o valor nos serviços que prestamos.

Sobre o projecto em curso, ainda pouco posso partilhar.

Mas estes últimos dias tenho dado por mim a reflectir sobre um artigo que li no nextstoryboard, o blog da Enfatico.

(A Enfatico, para quem não sabe, é a agência que resultou do processo de outsourcing dos departamentos de comunicação e marketing pela Dell, cujo vencedor foi o grupo WPP.)

A Enfatico está a implementar uma tecnologia de Digital Asset Management, da Xinet. Digital Asset Management é um conceito relativamente conhecido em outros sectores, mas se traduz pela gestão dos activos digitais desenvolvidos e criados pelas agências/consultoras/organizações, com destaque para as áreas de publicidade/marketing/comunicação.

Na prática, permite o registo e a classificação de um qualquer activo digital (seja um comunicado de imprensa, um anúncio publicitário, um conteúdo para usar numa brochura ou num site, uma citação do CEO, etc…) e geri-lo ao longo do seu ciclo de vida, garantindo-se desta forma a fácil re-utilização com outros activos, a coerência do trabalho desenvolvido, e todo o «output» que é feito desse mesmo activo digital (os meios onde é utilizado e o impacto que teve).

O Digital Asset Management é uma necessidade na nossa área. O Digital nas Consultoras em Comunicação passa apenas pelos blogs, pelas redes sociais. 

Passa também pelas novas ferramentas de gestão da comunicação.

Fevereiro 22, 2009   3 Comments

Ford: um óptimo estudo de caso

Hoje, enquanto andava nas minhas leituras diárias, encontrei um post da Flávia Paluello sobre um estudo de caso de gestão de comunicação de crise referente a um acontecimento que envolveu a Ford e um site de fãs da marca.

A coisa começou e terminou na Internet - passando pelo Twitter, sites de fãs da Ford e um ou outro blog - em menos de 24 horas. Correu bem… mas não foi fruto do acaso. Leiam, que vale a pena.

The Ranger Station Fire

Fevereiro 20, 2009   No Comments

CRM como deve ser

Volto ao Twitter, depois de me ter queixado das mortes anunciadas, referido o caso da Anita e comentado a chegada da plataforma ao mainstream. É certo que chegou… e finalmente aconteceu o mesmo em Portugal.

Graças a uma combinação entre um humorista, um jornalista, um empreendedor e jornalista, um hamburger, uma estação de televisão e mais um ou outro fenómeno, o Twitter está nas bocas do mundo… português. Ele é artigos no Diário de Notícias e na Visão, peças de televisão na RTP e SIC (que tentou “culpar” o seu Parlamento Global pelo sucesso da plataforma em Portugal…) e pelo menos uma referência na TSF.

Muitas pessoas e empresas estão a chegar ao Twitter agora. Muitas darão rapidamente meia volta e esperarão pela next big thing por esta não lhes interessar. É certo que ficarão outras a dar uso ao Twitter, seja para saber de notícias em primeira mão, partilhar artigos interessantes, promover os seus blogs, debater sobre os mais diversos assuntos… e por aí fora.

Nunca será demais reforçar que o Twitter é um mundo de oportunidades para as empresas que desejam entrar em diálogo com os seus stakeholders. Esqueçam o SPAM, que quem chegar ao Twitter com intenções de disparar links nunca terá sucesso (ou simplesmente seguidores). Diálogo, aqui, significa literalmente diálogo. O Twitter é CRM como deve ser.

(Aproveitem para me seguir a mim e ao Miguel Albano no Twitter.)

Fevereiro 13, 2009   No Comments

Colaboração em Tempo Real

via Shel Holtz

“Brendan Hodgson, Hill & Knowlton’s national practice leader (Canada) and reputation management authority, and UK-based H&K digital authority Niall Cook put together a video showing the 176 edits toWikipedia’s page on US Airways Flight 1549 that took place over a mere 90 minutes.

A fascinating glimpse into the way the community collaborates to provide a record of events, along with the negotiations over how the information will be presented. Hat tip to David Jones, also of H&K Canada.”

 


Janeiro 21, 2009   No Comments

O Fim do Anonimato na Internet

Um excelente artigo da Sarah Perez (ReadWriteWeb) que aborda a mudança subtil, mas radical que tem estado a ocorrer na Internet.

“On tomorrow’s web, we’re no longer going to be anonymous. In fact, one can argue that we’re no longer anonymous today, but that’s not entirely true.

We’re still hearing of people hijacking people’s names and brands on social networking sites like Twitter, for example, and any MySpace search for a famous celebrity will return hundreds of results purporting to be the “official” page for that person.

But those days of “faking it” may be fading fast.”

Isto leva-nos a outra questão.

Faz sentido existirem contas no MySpace, Facebook e outras redes sociais que pertençam a organizações, blogs, marcas ?

Ou devem as mesmas ser restritas as indivíduos?

Que acham ?

Janeiro 20, 2009   1 Comment

Protecção de Marca

Estava eu muito alegre e contente a explorar o Facebook quando sou confrontado com este anúncio:

Vôos Baratos

Ora estando eu a planear uma viagem a Madrid, naturalmente que fiquei extremamente entusiasmado.

Clico no anúncio e surpresa das surpresas. Vou parar a este site:

Site Vueling

Estão a ver a diferença ? Não ?

Avião da TAP, site da Vueling …

Este é apenas mais um exemplo de como as organizações precisam de desenvolver estratégias de protecção da sua reputação nos meios online (na prática, em todos os meios).

Não sei se a TAP faz monitorização de blogs, mas se fizer, espero que descubram este.

 

PS: Está provado (pelo menos para mim) que a publicidade no Facebook resulta.

PS2: Caso alguém esteja interessado em saber mais em desenvolver uma estratégia de protecção de reputação online ou monitorização de blogues, estamos sempre disponíveis na Lift Digital (+351 21 466 6500).

Janeiro 8, 2009   No Comments

Facebook Stats

Impressionantes, as estatísticas do Facebook.

“Ah e tal, as redes sociais é para os teenagers”

  •          More than 140 million active users
  •          The fastest growing demographic is those 25 years old and older
  •           2.6 billion minutes are spent on Facebook each day (worldwide)

Dezembro 17, 2008   No Comments

O Twitter está a ficar igual ao resto

Tenho andado a pensar nisto nos últimos tempos. Hoje, por acaso, um guest post de Mark Drapeau no blog de Chris Brogan, aborda esta questão de forma muito interessante.

Estará o Twitter a entrar no mainstream? Sim, claro. As conversas sobre programas de edição de não sei o quê e de como determinada pessoa está a ter dificuldade em instalar a nova versão de uma qualquer distribuição de Linux vão continuar a existir, claro está, mas vão ter menos peso à medida que a populaça for chegando ao Twitter. E a partir daí? Bem, já se começa a ver alguma coisa. Jornalistas, músicos, fotógrafos e outros começam a marcar a sua presença nesta plataforma de uma maneira que se distancia da dos early adopters que por lá já andam há muito tempo. E como já são conhecidos, agarram uma série de seguidores sem grande esforço.

Há, no entanto, uma questão interessante a ter em conta. Tal como acontece em parte com a blogosfera, estará o Twitter a caminhar para o mainstream do costume? Isto é, será que as actuais estrelas do Twitter serão substituídas por pessoas como José Pacheco Pereira (vá, é um exemplo!) e afins? É bem provável. Aliás, em parte, já acontece (vejam os exemplos que Mark Drapeau dá no tal artigo).

Será isto mau? Não sei. Por um lado, a chegada de mais pessoas traz mais oportunidades aos mais diversos níveis. Por outro, traz o inevitável ruído. Possivelmente, a generalização do Twitter abrirá portas a plataformas semelhantes mas mais específicas (as já existentes Musebin e Yammer, entre outras). A seguir é o FriendFeed.

Dezembro 5, 2008   3 Comments