5 regras básicas de comunicação digital

Alguns profissionais de marketing e comunicação estão na Internet como se o ano fosse 1998. Não foi assim há tanto tempo, dirão alguns, mas a verdade é que passou tempo mais do que suficiente para que tudo mudasse. Nestas coisas, como noutras, não acredito muito no atraso português. Há muitas pessoas em cima dos assuntos, no momento… e a maior diferença entre Portugal e, digamos, os Estados Unidos, é a escala: somos poucos e tão bons ou maus como outros.
Mas o que leva então a que algumas empresas se espalhem ao comprido online? Vou arriscar dizer que é o total desrespeito pelas mais elementares regras da comunicação na Internet. A honestidade é o princípio ético comum às cinco regras básicas que se seguem.
Não disfarcem.
O anonimato está velho. Actualmente, uma parte significativa dos blogs mais lidos tem nome, cara, currículo e biografia associados. Isto não acontece por egocentrismo e vaidade (nem todos queremos ser o next big Marcelo Rebelo de Sousa, creio eu) mas por razões de credibilidade. Os bloggers não têm todos 12 anos e, mesmo que tivessem, não seriam todos info-excluídos que clicam em todos os links que lhes põem à frente. Não digam que são o “joao”, o “Manuel Antunes” ou o “greenwoodskyline32” só porque vos parece que é mais difícil descobrir quem são. Motivos?
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Não é assim tão difícil.
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Só vos fica mal.
Participem.
De um a 20, como qualificariam em termos de agradabilidade aqueles momentos em que são ignorados quando tentam iniciar uma conversa? Pois. Se estão interessados em fazer a ponte entre as vossas empresas, os vossos clientes ou o que quer que seja, sejam genuínos. Estão interessados? Muito bem. Não estão? Então não sejam como aqueles “amigos” que nos vêem de dois em dois anos… e só falam connosco para nos pedir um favor. Leiam e comentem os textos, entrem em diálogo. Aproveitem o e-mail para colocarem questões mais longas ou para abordarem outros assuntos. Interessem-se. Mas não se esqueçam da primeira regra.
Não chateiem.
Pensem num assunto sobre o qual não tenham interesse nenhum. Agora imaginem que eu teimo em enviar-vos informação sobre esse assunto repetidamente. Ou que teimo em atirar ao lado (“Ah interessa-se pelo iPod!? Então interessa-se por tecnologia e, consequentemente, pelo facto de esta empresa estar prestes a implementar uma solução que promete revolucionar a bilhética em eventos desportivos!”). Não vos interessa, é uma perda de tempo. Possivelmente, vocês perdem a paciência e eu credibilidade. Já agora, creio que isto deve estar bastante claro… mas só para o caso de não estar: se um blogger vos pedir para não ser incomodado, não incomodem.
Acrescentem algo.
Deixem as banalidades para o café. O que é que têm a ganhar com um comentário vazio e desinteressante? Fingir que se participa não vale. Comentem com sentido e dêem mais-valias aos que vos vão ler (os bloggers e os leitores dos blogs onde comentem). Se comentarem por comentar, mesmo que vos respondam uma ou outra vez… à medida que o tempo for passando, vão perceber que não vale a pena.
Não mintam.
Bem, isto aplica-se a tudo o resto. Mentir é feio. Vá, até vou dar espaço a uma possibilidade muito remota: a de não se importarem com quem diz “mentir é feio”. É justo. Mas, sendo assim, importem-se com a possibilidade de serem apanhados com a boca na botija.
Este conjunto de regras é muito negativo, poderão pensar. De facto, é. Mas estas também só são algumas directrizes muito básicas. Haverá certamente outras oportunidades para explorar um pouco mais o que devemos e não devemos fazer quando se trata de comunicar na Internet. Com sorte, a próxima lista é mais animadora.
Está neste momento a ler5 regras básicas de comunicação digital”, um artigo do (It’s) Not About You
- Publicado:
- 22.04.08 / 5pm
- Categoria:
- Artigos
- Tags:
- comunicação digital, ética, regras
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