Este artigo serve dois objectivos distintos.
O primeiro é de dar a conhecer um excelente artigo do The Economist sobre a nova geração social emergente, os nómadas.
O potencial tecnológico que hoje se nos apresenta permite-nos, de facto, deambular de país em país, de cidade em cidade, de local em local, podendo a qualquer hora, comunicar, aceder à informação, aos nossos documentos, à nossa vida online.
Permitam que partilhe este parágrafo:
“Urban nomads have started appearing only in the past few years. Like their antecedents in the desert, they are defined not by what they carry but by what they leave behind, knowing that the environment will provide it. Thus, Bedouins do not carry their own water, because they know where the oases are. Modern nomads carry almost no paper because they access their documents on their laptop computers, mobile phones or online. Increasingly, they don’t even bring laptops.
Many engineers at Google, the leading internet company and a magnet for nomads, travel with only a BlackBerry, iPhone or other “smart phone”. If ever the need arises for a large keyboard and some earnest typing, they sit down in front of the nearest available computer anywhere in the world, open its web browser and access all their documents online.”
Sugiro uma leitura atenta deste Special Report, pois de facto ela resume, de uma forma extremamente visionária, aquela que é a verdadeira (r)evolução da web 2.0.
Mas para nós, enquanto profissionais da comunicação, não nos podemos ficar pela leitura. Esta evolução tecnológica, social (de atitudes e comportamentos) comporta implicações extremamente complexas na nossa actividade.
Se as nossas audiências se tornam nómadas, de que forma podem e devem os nossos clientes, nós próprios, conversar com elas, sem nos tornarmos intrusivos.
A comunicação digital, na minha humilde opinião, não é apenas mais uma forma, um canal, para atingir uma audiência (o stakeholder). É uma nova forma de abordar a comunicação, as marcas e as próprias organizações. Da comunicação de massas às conversas individuais…
Nomad, Nomad, Nomad
O segundo objectivo é bem mais interessante e prático.

Começa o artigo do The Economist assim:
“AT THE Nomad Café in Oakland, California, Tia Katrina Canlas, a law student at the nearby university in Berkeley, places her double Americano next to her mobile phone and iPod, opens her MacBook laptop computer and logs on to the café’s wireless internet connection to study for her class on the legal treatment of sexual orientation.
She is a regular here but doesn’t usually bring cash, so her credit-card statement reads “Nomad, Nomad, Nomad, Nomad”. That says it all, she thinks. Permanently connected, she communicates by text, photo, video or voice throughout the day with her friends and family, and does her “work stuff” at the same time. She roams around town, but often alights at oases that cater to nomads.”
Pois por cá, ainda são poucos os locais onde nos podemos sentar, ligar o computador e aceder ao maravilhoso mundo da Internet, sem que para isso estejamos a contribuir para o revenue de uma qualquer operadora de telecomunicações (seja por 3G ou WiFi).
Num país onde existem mais pastelarias e cafés do que eu alguma vez conseguiria contar (gostava de saber quantas são, mas o site da ARESP encontra-se em baixo), quando começarão estes estabelecimentos a pensar nos nómadas portugueses?
É a pensar nesta geração em particular que o Bruno Amaral lançou o desafio (e o projecto) de compilar uma listagem de locais (eu diria bebedouros) onde se pode, calmamente, aceder à Internet e recarregar baterias.
Ver WifiWhere (nascido a 20 de Abril de 2008)

Conto ver esta lista crescer rapidamente. Conto poder, em breve, levar o meu portátil numa bela manhã de sábado para uma qualquer pastelaria, e poder «surfar» as notícias da manhã, enquanto me delicio com um excelente pequeno-almoço à portuguesa.
BTW: Vem aí o Starbucks…e embora o target deles seja muito focado, sem dúvida que eles já pensaram nisto.
via Dan York (Disruptive Conversations)

2 respostas até ao momento;
1 Bruno Amaral // Abr 20, 2008 at 22:41
Obrigado pela menção, mas a ideia também surgiu graças ao Filipe Marques.
http://twitter.com/filipemarques/statuses/793092074
2 Filipe Marques // Abr 20, 2008 at 23:56
O Filipe foi a musa! =D
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