Já há uns meses que me dizem que o Twitter está morto. De tempos a tempos (o que equivale a dizer “todas as semanas”), lá vem alguém escrever sobre os problemas técnicos constantes do Twitter e dizer que “isto assim não vai lá” ou algo parecido.
Eu, que nunca fui um entusiasta do Twitter, discordo. Este serviço tem problemas, claro. Sobretudo técnicos, já se sabe, mas também de outros tipos. A popularidade do Twitter atrai muitas pessoas e empresas que só querem mostrar o seu blog a mais pessoas ou ganhar mais dinheiro com visitas, por exemplo. Também atrai spammers, mas estes não têm tido grande sorte por um simples motivo: só se eu subscrever as actualizações de um perfil é que vejo o que publica (falou-se há umas semanas em casos que conseguiram enganar o sistema… mas não tem havido grandes repercussões). De qualquer forma, as coisas vão ao lugar (veja-se a blogosfera que, com todo o seu anonimato, terrorismo e pedofilia, tem vindo a tornar-se cada vez mais credível e importante). E os problemas técnicos, é uma questão de tempo e dinheiro até serem resolvidos.
No dia em que o Twitter anuncia o fim (provisório?) do seu serviço de actualizações via SMS (o Carlos Andrade já está a bater - e com razão - no Público) para a maior parte dos países (entre os quais se encontra, naturalmente, Portugal), é interessante recordar um brilhante artigo que o Carlos Duarte publicou no passado mês de Março. O Carlos parece ser bem menos céptico do que eu relativamente ao Twitter mas creio que acertou praticamente em cheio. Até é estranho que as coisas tenham mudado tão pouco desde então.

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