O Jornal de Negócios presenteia-nos hoje com um extenso artigo sobre o envolvimento entre marcas e o mundo online, com direito a chamada de capa.
O tema é extremamente relevante e pertinente, mas não deixo de sentir que a Sofia Palma Rodrigues poderia ter ido muito mais longe neste temática e consequentemente acho o artigo pobre e relativamente enganador.
Mas não é meu objectivo comentar o artigo em si. Interessa-me muito mais clarificar alguns dos «statements» que são produzidos e que não correspondem à nossa realidade. Sim, porque o que me assusta é a diferença entre a realidade apresentada no Jornal de Negócios e a realidade que enfrentamos na Lift Digital no dia-a-dia.
Antes de mais, aqui não há infiltrados. Conhecemos as técnicas, conhecemos os modelos e depois de muita reflexão decidimos que não era esse o caminho que nós queríamos seguir.
Na Lift Digital (bem como na Lift Consulting) há uma regra simples. Transparência. Aqui não há Saras nem Jack Sparrows nem Nem Mixs. Há o Miguel, o Filipe e a Sílvia, além de muitos outros por aqui andam.
Quando comentamos num blog, comentamos em nome próprio e de forma transparente. Quando contactamos um blogger, fazemo-lo de forma séria, profissional e transparente.
Embora a Lift Consulting tenha deixado de divulgar a sua lista de clientes, não os escondemos e apresentamo-los de forma transparente. Naturalmente que há situações em que não o podemos fazer, mas nesse caso explicamos o porquê.
Não me interessa o debate de qual os modelos apresentará melhores resultados.
No final do dia, não se trata de gerar mais ou menos visualizações numa página ou num vídeo. No final do dia, não se trata do maior número de comentários ou artigos em blogs.
No final do dia, o que realmente interessa é a reputação dos nossos clientes.
E nós acreditamos que essa reputação só é beneficiada através da transparência. Na comunicação e no relacionamento.
Estamos (todos nós) numa fase de aprendizagem e amadurecimento na forma de comunicar nestes novos meios. Temos bons e maus exemplos vindos lá de fora. Temos bons e maus exemplos vindos cá de dentro.
Todos os dias quero saber o que pensam os meus congéneres internautas sobre as melhores formas das organizações e marcas interagirem e se relacionarem com eles.
Usamos o nosso blog para partilhar experiências, conhecimentos e opiniões. Usamo-lo para interagir e aprender.
Conversamos no Twitter, no Windows Live Messenger, no FriendFeed, no Google Talk, no Facebook.
Lemos muito, mesmo muito. Estamos atentos às novidades, às tendências e sobretudo às experiências. Podemos errar e ocasionalmente erramos. Aprendemos com os erros e evoluímos. Seguimos em frente.
Acredito seriamente que os nossos clientes beneficiam do nosso trabalho, seja ele pontual ou de forma contínua, integrado numa estratégia global de comunicação. A mensagem online tem de ser coerente com a mensagem «offline».
Não prometemos resultados avulsos. Nem acreditamos que sejam estes os resultados que irão ser benéficos para o cliente.
Acreditamos no relacionamento. Com os clientes e com as comunidades online.
Para terminar, permitam-me citar uma pequena passagem do artigo do Jornal de Negócios:
“Anunciantes e agências penetram de forma dissimulada na net para fazer passar as mensagens que mais lhes convém”.
Está na altura de perceberem que a Comunicação passa por fazer passar as mensagens que mais convêm a quem as recebe.
Houve uma altura em que gostava da expressão PR 2.0. Public Relations. Relations. É o que fazemos todos os dias. Relacionamentos. E acreditem que aí, nada mudou.

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