O YouTube é um monstro. com os seus 83,4 milhões de vídeos e com cerca de 13 horas de vídeo a serem enviados a cada minuto.
Quando queremos visualizar um vídeo clip dos anos 80 ou aquele golo fantástico do último jogo, a probabilidade de o encontrarmos no YouTube é extremamente elevada. Isto, para não mencionar nas fantásticas horas que podemos dispender a ver vídeos de bebés, gatos e aniversários.
Mas ultimamente, o YouTube começou a perder o seu brilho. Não que tenha perdido utilizadores e fãs.
Mas na realidade, surgiram nos últimos tempos alterantivas bem interessantes que abrem um conjunto de oportunidades à comunicação (audiovisual) das organizações.
UStream
O UStream é um projecto extremamente simples e apelativo que permite ao comum dos mortais montar uma transmissão em directo na Internet. Basta ligar a câmara (seja uma simples webcam ou algo mais profissional) e voilá, temos o nosso próprio canal em directo.
Com direito a arquivo, legendagem, chat em tempo real, programação, o UStream tornou-se um fenómeno.
Qik
O que é que acontece quando se junta um telemóvel (com câmara fotográfica), acesso 3G, ligação à Internet e o Qik?
Ganha-se a capacidade de transmitir em directo, para a Internet, a partir de qualquer canto do mundo (desde que haja Internet móvel, claro).
O Qik tornou-se conhecido por culpa do Robert Scoble. Durante o Fórum Económico Mundial em Davos no início deste ano, enquanto alguns jornalistas eram impedidos de gravar entrevistas, o Robert Scoble, enquanto convidado do Fórum, ia transmitindo as suas próprias entrevistas com o Marc Benioff (CEO da Salesforce), Phillip Rosedale (CEO da Linden Labs, os autores do Second Life) e o Mike Arrington (TechCrunch).
Vimeo
Quem acompanhou a Convenção Democrata nos EUA através da Internet terá tido a oportunidade de seguir em directo a sua transmissão vídeo em Alta Definição. Nunca a qualidade do vídeo na Internet esteve tão boa.
O Vimeo é uma rede social de vídeo, sendo que foi o primeiro a suportar vídeos em Alta Definição. Orientado para uma audiência mais profissional, com destaque para a sua comunidade de artistas e apaixonados do vídeo.
Hulu
O Hulu ganhou bastante destaque nos últimos dias, com um estudo da LiveRail a indicar que este (ainda) desconhecido site poderá estar a facturar quase tanto como o gigante YouTube.
Os seus conteúdos vídeo (ainda que só visíveis para o mercado norte-americano) são de elevada qualidade, incluindo episódios (legais) de séries populares norte-americanas.
Este modelo demonstra que o vídeo tem futuro na Internet e o mercado deve manter-se atento a tal potencial, num momento em que as gerações mais novas já consomem mais tempo na Internet do que a ver televisão.
New York Times e CNN
Estes últimos não são própriamente sites de partilha de vídeo. Mas são exemplos a seguir de órgãos de comunicação social que souberam integrar o vídeo de forma excepcional na Internet.
A CNN criou um canal de televisão online, o CNN.com Live, com múltiplos streams, além de partilhar dezenas de peças vídeo que acompanham as suas reportagens.
O New York Times, um órgão de imprensa escrita, decidiu que o vídeo era uma realidade alienável e a forma como decidiram integrar a produção audiovisual nas suas redacções é um marco histórico.
Conclusão
Na relação com os media, o vídeo tem de fazer parte do futuro.
Na comunicação digital, o multimédia tem de estar presente.
O desafio é o das organizações começarem a contemplar nos seus orçamentos a produção audiovisual, seja para integrarem nas suas apresentações e materiais de comunicação institucional, seja para acompanharem as informações que comunicam com os seus diferentes stakeholders (sejam internos ou externos).


4 respostas até ao momento;
1 Nuno Gouveia // Set 10, 2008 at 18:34
Excelente chamada de atenção para as potencialidades do vídeo online. Parece-me que será uma das grandes valências de futuro da Internet. Eu achei fantástica a qualidade de imagem na transmissão da convenção democrata. Penso até que foi a primeira vez que um grande evento foi transmitido em HD na Internet. Os republicanos não estiveram tão bem, pois a UStream não tem a mesma qualidade. O Hulu tem tudo para se tornar um fenómeno à escala global, quando sair do horizonte dos Estados Unidos. Apesar de suscitar alguns problemas, nomeadamente na transmissão de séries para o estrangeiro, onde ainda não foram emitidas. o Qik não conhecia ainda….
Cumprimentos,
2 Miguel Albano // Set 10, 2008 at 18:40
Nuno, antes de mais, permite-me elogiar o teu fantástico trabalho por terras norte-americanas. Estou para ver se em 2009, com as nossas 3 eleições teremos tão belo trabalho desenvolvido pela blogosfera nacional.
Quanto ao vídeo, sem dúvida, uma ferramenta obrigatória nos dias que correm. Os investimentos ou os custos dos serviços reduziram-se brutalmente, pelo que faz sentido a sua inclusão em eventos de grande e pequena dimensão, pois permitem uma difusão multi-canal e com um impacto diferenciador fase ao tradicional preto e branco do texto.
O HD da Convenção Democrata é de facto o standard pelo qual os outros terão de se medir nos próximos tempos.
O UStream não é mau e é eficaz do ponto de vista do seu low-cost em termos de transmissão. Servirá para acções pontuais, onde o investimento não necessita de ser avultado.
O Qik, que irei experimentar em breve, é uma arma na mão do cidadão comum, que faz dele um «jornalista em potencial».
O Breaking News em breve a partir de um telemóvel.
Miguel Albano
3 JD // Set 11, 2008 at 11:24
Usefull post. thx.
4 Nuno Gouveia // Set 12, 2008 at 14:13
Miguel, obrigado. Considero que as eleições americanas são, do ponto de vista comunicativo, o evento mais fascinante à escala global. E daí também todo o interesse que gera no mundo, particularmente em quem gosta ou trabalha na área da comunicação.
Abraço
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