Mito Urbano
Em alturas de incerteza económica (a dita crise), as organizações tendem a reduzir de forma drástica os seus custos.
Há quem diga que não devem reduzir, devem racionalizar, o que é uma forma mais simpática de dizer que há dinheiro mal gasto nas organizações, o que deve ser imediatamente corrigido, e dinheiro bem gasto, gerando retorno e valor acrescentado.
Mais ainda, estamos a assistir uma fase de transição, com as organizações a quererem descobrir, explorar, experimentar os novos meios digitais.
Ora, pegando numa simples equação, passo a expor-vos o mito urbano.
Crise + Digital = Poupar Dinheiro
Hmmmm.
Aqui entramos em terrenos muito perigosos.
Ao invés do que muitos pensam, a comunicação digital (ou a componente digital da comunicação) é mais dispendiosa do que a comunicação tradicional. E por base em três variáveis muito distintas:
- É um meio novo. Logo, obriga a um maior investimento na aquisição e transferência de conhecimentos.
- É um meio muito grande. Para quem ainda não tenha reparado, mas ao invés dos poucos milhares de órgãos de comunicação social em Portugal, na Internet encontramos milhões de potenciais stakeholders (digam adeus à comunicação para as massas), espalhados por centenas de micro-cosmos (blogs, twitters, youtubes, facebooks, etc…).
- É um meio «always on». É pior que a televisão, porque que de facto está «vivo» 24 horas por dia, evoluindo ao longo dos fusos horários.
Em função destas três variáveis, nota-se claramente que o investimento humano (horas) terá sempre de ser elevado para se atingirem resultados.
O estar ou não estar na Internet não é suficiente. Há que avaliar e dimensionar a forma como se está presente. A forma como se pretende comunicar e criar valor nestes novos meios.


0 comments
Kick things off by filling out the form below.
Leave a Comment