Second Life: meia dúzia de oportunidades
Nunca fui fã do Second Life. Gostava de poder dar-vos uma razão para além do vago “nunca me puxou” mas acho que me é impossível. A verdade é mesmo essa: nunca me puxou.
Ainda assim, apresenta algumas características interessantes ao nível do relacionamento entre empresas e alguns stakeholders. Algumas empresas perceberam a oportunidade e foram a correr montar barracas e construir (?) ilhas no Second Life e esta corrida ao mundo virtual mais famoso de sempre teve algum eco nos media.
Mas parece que afinal as pessoas não gostavam assim tanto daquilo, dado que depois de um ano já ninguém queria ouvir falar do Second Life. O que é que aconteceu? Uma grande percentagem das pessoas que por lá andavam abandonou aquilo e as empresas ficaram a olhar para ontem. Era, de facto, uma óptima oportunidade para as empresas. Aparentemente, no entanto, não o era para a maioria das pessoas, que sempre encarou o Second Life como um jogo. As pessoas fartam-se dos jogos. E as empresas faziam parte do jogo, quer tivessem entrado a valer ou não.
As características do Second Life mantêm-se interessantes. Com excepção da pouca relevância mediática actual e da aparente quebra na popularidade do jogo, a lógica do Second Life é, de facto interessante. Mas sem pessoas, esqueçam.
É claro que os mais insistentes poderão ter esperança. A história do músico de blues do Second Life que arranjou contrato discográfico à conta dos seus concertos virtuais é um sinal de que não podemos ver as coisas de uma forma maniqueísta. Há oportunidades no Second Life; não há é todas as oportunidades do mundo no Second Life (acho que nunca ninguém pensou assim, mas fica a ideia).
Entretanto, o caso do músico até é interessante. É que a editora quer que ele continue a dar os seus concertos virtuais… mas também o quer levar para a estrada (a de alcatrão). Mas ele não é muito amigo da gasolina, das despesas e do fumo do tabaco. Parece que faltou ali uma reunião cara a cara.
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